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Arquivo da categoria: Crítica

Espaço Reservado Às Críticas!

O Perú que Fala na contramão do senso

Dizem que ele está “gagá”, mas se esse bicho mordesse a todos talvez fôssemos mais autênticos, dando como desculpa a caduquice.

Foto: Folhetim Cultural

O Programa Silvio Santos, condicionado ao popularesco, não segue como exemplo de diferencial. Até porque a receita já é velha conhecida: pegadinhas, caravanas, jogos com artistas e aviõezinhos entopem o horário.

Porém este domingo (25) o apresentador protagonizou o incomum. Crítica à música da cantora Shakira: “Isso não é música. O que é isso, loca, loca?!

Até então seria mais umas das pérolas que ultimamente tem soltado, a exemplo de quando falou ao vivo que em sua plateia só havia canhão.

Mas então eis que pede uma “música de verdade” e toca uma composição de Vicente Celestino, da década de 30.

Por consecutivos minutos, O Ébrio, tocou inteira, com direito a mímicas e ordem para não interromper.

Ao final disse que a maioria deve ter trocado de canal. Mas sem se importar defende: “Isso sim é música!”

Fonte Google

Filme O Ébrio com Vicente Celestino de 1946

Pode ter sido apenas a percepção pessoal de uma jornalista, mas se não houve encantamento, no mínimo trouxe perplexidade.

Em horário nobre, competindo com Fantástico e Domingo Espetacular, o cara pára a programação e coloca uma música com uma parte falada de quase 3 minutos.

Talvez ver senhorinhas cantando toda a letra transpirando emoção, tenha remetido a uma outra época. Sem saudosismo barato, mas um tempo de mais poesia e qualidade nas composições.

O Ébrio

Recitativo – Falado : Nasci artista. Fui cantor. Ainda pequeno levaram-me para uma escola de canto. O meu nome, pouco a pouco, foi crescendo, crescendo, até chegar aos píncaros da glória. Durante a minha trajetória artística tive vários amores. Todas elas juravam-me amor eterno, mas acabavam fugindo com outros, deixando-me a saudade e a dor. Uma noite, quando eu cantava a Tosca, uma jovem da primeira fila atirou-me uma flor. Essa jovem veio a ser mais tarde a minha legítima esposa. Um dia, quando eu cantava A Força do Destino, ela fugiu com outro, deixando-me uma carta, e na carta um adeus. Não pude mais cantar. Mais tarde, lembrei-me que ela, contudo, me havia deixado um pedacinho de seu eu: a minha filha. Uma pequenina boneca de carne que eu tinha o dever de educar. Voltei novamente a cantar mas só por amor à minha filha. Eduquei-a, fez-se moça, bonita… E uma noite, quando eu cantava ainda mais uma vez A Força do Destino, Deus levou a minha filha para nunca mais voltar. Daí pra cá eu fui caindo, caindo, passando dos teatros de alta categoria para os de mais baixa. Até que acabei por levar uma vaia cantando em pleno picadeiro de um circo. Nunca mais fui nada. Nada, não! Hoje, porque bebo a fim de esquecer a minha desventura, chamam-me ébrio. Ébrio…

Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou.
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer.
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou…
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo.
Cada colega de infortúnio é um grande amigo,
Que embora tenham, como eu, seus sofrimentos,
Me aconselham e aliviam o meu tormento.
Já fui feliz e recebido com nobreza. Até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé,
E nos parentes… confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então:
O falso lar que amava e que a chorar deixei.
Cada parente, cada amigo, era um ladrão;
Me abandonaram e roubaram o que amei.
Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar:
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição.
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração.
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham depositar
Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
E suas lágrimas de dor ao peito amigo.

Manoel de Nóbrega e Silvio Santos

* O apelido Perú foi colocado por Manoel de Nóbrega, pois quando Silvio falava ficava muito vermelho. Então ficou, “Caravana do Perú que Fala”, na Rádio Nacional.

* Assista ao vídeo.

 
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Publicado por em 27 de setembro de 2011 em Crítica

 

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Espaço Marun: Rock de primeira, casinha de quinta

O Trilhas da Cultura Carioca vem fazendo a cobertura de um dos eventos que promete ser uma referência no cenário do Rio, o Rock de Quinta.

É uma pena que a direção do Espaço Marun, representada pelo Sr. André Marun, não acompanhe a evolução dos clientes que alugam a casa.

Indo na direção contrária da cordialidade dos organizadores de eventos que acontecem no recinto, como o Rock de Quinta, a Festa Ploc, entre outros, o Espaço Marun faz questão de tratar mal – sempre que pode – ou com indiferença o seu público.

Na cobertura da última edição do Rock de Quinta (22), antes da chegada do produtor do evento, nossa equipe foi tratada com toda a arrogância, falta de educação e truculência tanto por parte do segurança da casa, quanto do dono da mesma, o Sr. André Marun.

Infelizmente esse comportamento é bastante comum em pequenos burgueses. Uma arrogância e prepotência de quem tem um espaço e só se preocupa com o lucro imediato combinado com seu contratante.

Esses são negócios que, em regra, não prosperam. A casa vai perdendo as boas referências e a tendência dos bons eventos é cada vez menos estarem presententes nela.

Faça o teste. Vá ao Espaço Marun e tente sair. Você experimentará o supra-sumo da falta de educação e cortesia, de seguranças que pensam que podem dar ordens a você, a mando – e com o respaldo – da direção da casa, que pensa igualmente pequeno.

O medo é que você và à rua e compre uma cerveja por um terço ou um quarto do preço exorbitante que o Sr. André Marun vende – pessoalmente – na casa. Preços altos, desconforto para sair e voltar, maus tratos. São as regras de um comércio paranóico, sem capacidade competitiva e fadado ao fracasso. São os artifícios de quem não plantou, mas verdadeiramente herdou uma árvore. Árvore que, no entanto, não dará mais do que os frutos habituais, nem vai crecer além do que já está.

Quanto à falta de tato e aos maus tratos com o público e com a imprensa, não se deve atribuir à ignorância. Ignorante é aquele que verdadeiramente não conhece, não tem informação. Não é questão de escolha. Escolhas como essas são regidas (para bem ou para mal) pelo caráter e pela inteligência de quem está no comando.

O Trilhas da Cultura Carioca não vai deixar de cobrir os eventos na referida casa, mas tem esperanças de que haja mudança de atitude – ainda que só de fachada – pela parte da direção do Espaço Marun.

 
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Publicado por em 24 de setembro de 2011 em Crítica

 

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O mau cheiro dos tijucanos

Calma moradores, não falo de nenhum odor pessoal!

O cheiro que incomoda vem debaixo.

A tampa do bueiro fica encoberta pela sujeira

Mais precisamente das entranhas das tubulações de esgoto, que entupidas emergem em um quase chafariz escorrendo a água fétida em meio a rua Haddock Lobo, uma das principais vias de passagem do bairro, na altura do nº 331.

Localização do problema

Os pedestres parecem vivenciar um jogo de vídeo game, pulam o lixo espalhado na calçada, desviam do esgoto e se esquivam quando os carros passam em alta velocidade lançando a sujeira. 

Lixo e esgoto a céu aberto

Carros estacionados em cima do vazamento

Game Over aos andarilhos!

Caroline Campos

Nota do EditorDescaso da Subprefeitura da Tijuca e da Prefeitura do Rio de Janeiro. Será que o que jorra do subsolo é a sobra do que há na política da nossa cidade?

 
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Publicado por em 21 de setembro de 2011 em Crítica, Factuais

 

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Quer pagar quanto?!

Feirão do Imposto – Parte 2

Não é chamariz de propaganda enganosa. A pergunta é o quanto você acha justo pagar em produtos indispensáveis a sua cesta básica, como o arroz e o feijão tradicionais no prato cotidiano?

Talvez R$ o,34 de imposto em 1 Kg de arroz, a R$ 2,19, não provoque tanto espanto. Mas em comparação à cachaça, com encargos que chegam a 81, 87%, ou o televisor, com 44,94% do valor do produto, faz refletir a falta de transparência nas cobranças.

Na matéria sobre o Feirão do Imposto, publicada pelo jornalista Jorge Nunes Chagas, o coordenador do evento Paulo Siqueira, defende a aprovação do projeto de lei 1472.

Da esquerda para direita, Paulo Siqueira e Paulo Gontijo, coordenadores do evento

O mesmo tramita desde julho de 2007 e, propõe que impostos incidentes sobre mercadorias e serviços sejam esclarecidos aos consumidores por meio da nota fiscal ou do painel eletrônico no ato da compra. Porém o último parecer da Câmara em 24/06/09, é que não foi apreciada por acordo dos líderes do plenário.

Contudo, existem estabelecimentos que já emitem cupons fiscais com o valor do ICMS – imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e a prestação de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e comunicação – que está incluso no valor da compra do consumidor final.

Caroline Campos

 
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Publicado por em 20 de setembro de 2011 em Crítica, Eventos

 

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“Desfile” na Central

A Central do Brasil é considerada a localidade mais perigosa da Cidade, pelos altos índices de assaltos, mesmo havendo uma rota policial constante. Milhares de pessoas transitam pelo local mesmo com a insegurança. O odor insuportável de urina, mendigos, viciados e prostitutas são problemas apontados pelos freqüentadores do lugar.

As redondezas da Central já foram alvo de acontecimentos históricos como o comício organizado por Jango, em 1964. Hoje, sofre com o descaso do Governo. Cada vez mais aumenta o numero de moradores de rua, aglomerados nas calçadas, que disputam território com ladrões, prostitutas e camelôs. Enquanto isso, as ruas viraram uma enorme passarela para os pedestres.

Nas calçadas não há mais espaço para caminhar, pois foram todas ocupadas, principalmente, por ambulantes. As pessoas são obrigadas a caminharem na rua, pois as bancas ocupam todo o espaço impossibilitando a passagem. E o caminho que destinado à passagem de pedestres é muito estreito, mal dá para passar.

A estudante, Júlia Pires, 16 anos, quase já foi atropelada quando ia para o colégio. “É muito perigoso, tenho medo e é um empurra-empurra de pessoas. Infelizmente, é o único caminho curto que tenho para chegar ao colégio“, desabafou a estudante do ensino médio. Outra pessoa que não se conforma é Maria Aparecida Alves do Nascimento, 28 anos, moradora da Zona Portuária. “É um absurdo ter que correr perigo de vida só por causa da desorganização da Prefeitura, que tinha que arranjar um local para colocar os ambulantes. Não sou contra eles, pois são como eu, trabalhadores“, finaliza a auxiliar de serviços gerais.

A insatisfação dos populares é predominante. Eles estão indignados pela negligência da Prefeitura. A maioria dos ambulantes que ocupam as calçadas tinha lojas no antigo camelódromo, que pegou fogo no ano passado. O incêndio destruiu aproximadamente 500 lojas e deixou mais de três mil pessoas desempregadas. “Não tenho culpa alguma, apenas quero um lugar para trabalhar“, Ressalta W. Junqueira, 54 anos, ambulante há mais de dez anos. “Estamos esperando construir o mercadão para ir para lá“, conclui. Após o incêndio foi feito um cadastramento dos lojistas que irão ocupar o Mercadão da Central, que está em construção. Enquanto isso, as ruas da Central vão continuar engarrafadas de pessoas, perigosas e desrespeitosas com o cidadão.

 
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Publicado por em 18 de setembro de 2011 em Crítica

 

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11 de Setembro: o que não convém à Globo mostrar

Uma tragédia anunciada. Não estou falando do “atentato às Torres Gêmeas”, há dez anos. Me refiro à cobertura do Fantástico, da Rede Globo de Televisão.

Assistindo a televisão aberta, lendo jornais como O GLOBO, EXTRA, O DIA, Folha de São Paulo e revistas a lá Editora Abril, como a Veja, o prezado leitor conseguirá somente maior quantidade de detalhes do mais do mesmo da cobertura unilateral dos grandes veículos de comunicação.

O Trilhas da Cultura Carioca presenteia seus leitores com um documentário feito em 2007 sobre a tragédia que já está disputando com Hiroshima e Nagasaki o posto de maior “atentado” da história.

O autor do documentário utiliza as próprias informações da mídia como ponto de partida. Assista e tire suas próprias conclusões sobre a Al-Qaeda e o “pobre governo” americano.

Nota do Editor: O documentário vale cada minuto de atenção a ele dispensada.

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Gostou do documentário? Segue o link para download do documentário completo (legenda embutida): http://www.megaupload.com/?d=Z4VDAVBL

 
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Publicado por em 12 de setembro de 2011 em Crítica

 

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Domingo é dia de feira

Recheio de carne bem temperado, queijo e pizza, são os mais pedidos na barraca do pastel. Sem contar o bolinho de carne seca, frito na hora, com um perfume tentador, que se perde dentre viveiros, peixes e cachorros à venda.

Pastéis e caldo de cana vendidos a R$2,00 cada

Pastéis e caldo de cana vendidos a R$2,00 cada

A recepcionista Suellen Silva e a enfermeira Deise Félix recomendam o pastel da feira

A recepcionista Suellen Silva e a enfermeira Deise Félix recomendam o pastel da feira

Privilégio dos tijucanos, a Feira da Rua São Francisco Xavier, além do lanche tradicional, oferece uma infinidade de comidas para passarinho, barracas repletas de jiló, milho, rações industriais, e apetrechos para os engaiolados.

Neste domingo (11), filhotes de cães das raças como Yorkshire, Fox Paulistinha, Poodle Micro Toy e Labrador (este negociado a R$350,00) faziam a alegria da criançada.

Labrador preto de 2 meses, vermifugado e vacinado, vendido a R$350,00

Labrador preto de 2 meses, vermifugado e vacinado, vendido a R$350,00

Filhote da raça Shih Tzu

Filhote da raça Yorkshire

Filhote da raça Fox Paulistinha

Filhote da raça Fox Paulistinha

Filhote da raça Poodle Toy

Filhote da raça Poodle Toy

Narizes torcidos e caretas chamavam a atenção para uma determinada barraca, eram larvas em potinhos vendidas para alimentação de aves, explicação do vendedor com cara de poucos amigos.

Larvas servem de alimento para pássaros

Larvas servem de alimento para pássaros

Ainda contamos com a feirinha de plantas embutidas em suportes para pendurar, com preços bem acessíveis, R$ 5,00 as pequenas e R$ 50,00 a mais cara.

Plantas embutidas - toda variedade de tamanhos e preços

Plantas embutidas - toda variedade de tamanhos e preços

Para quem não gosta de ver passarinhos em gaiolas, a cena que penalizou foi testemunhar Calopsitas com falhas de penas e asas cortadas para que não voem,  comercializadas a R$80,00 o filhote, e R$ 120,00 a adulta com pelagem mais bonita.

Calopsitas comercializadas a R$120,00

Calopsitas comercializadas a R$120,00

Calopsitas comercializadas a R$120,00

Calopsitas comercializadas a R$120,00

Calopsitas comercializadas a R$120,00

Calopsitas comercializadas a R$120,00

Filhotes de calopsita: R$ 80,00. Um - aparente - farto banquete em troca de um destino desviado

Filhotes de calopsita: R$ 80,00. Um - aparente - farto banquete em troca de um destino desviado

O futuro lar de calopsitas, canários e toda sorte de pequenos pássaros

O futuro lar de calopsitas, canários e toda sorte de pequenos pássaros

Assim como passarinhos de canto, presos em pequenos quadrados que de tão pequenos mal abriam as asas, infelizmente não conseguimos fotografar esse caso, mas a foto abaixo ilustra bem a aflição das aves.

Gaiola de cativeiro (Foto: Divulgação PRF)

Gaiola de cativeiro (Foto: Divulgação PRF)

Nossa equipe não registrou nenhuma fiscalização contra a venda de animais silvestres no local.

*A Feira de Pássaros acontece todo domingo, em frente à estação do metrô São Francisco Xavier, da linha 1.

Caroline Campos

 
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Publicado por em 12 de setembro de 2011 em Crítica, Factuais, Indicações Culturais

 

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