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“Desfile” na Central

A Central do Brasil é considerada a localidade mais perigosa da Cidade, pelos altos índices de assaltos, mesmo havendo uma rota policial constante. Milhares de pessoas transitam pelo local mesmo com a insegurança. O odor insuportável de urina, mendigos, viciados e prostitutas são problemas apontados pelos freqüentadores do lugar.

As redondezas da Central já foram alvo de acontecimentos históricos como o comício organizado por Jango, em 1964. Hoje, sofre com o descaso do Governo. Cada vez mais aumenta o numero de moradores de rua, aglomerados nas calçadas, que disputam território com ladrões, prostitutas e camelôs. Enquanto isso, as ruas viraram uma enorme passarela para os pedestres.

Nas calçadas não há mais espaço para caminhar, pois foram todas ocupadas, principalmente, por ambulantes. As pessoas são obrigadas a caminharem na rua, pois as bancas ocupam todo o espaço impossibilitando a passagem. E o caminho que destinado à passagem de pedestres é muito estreito, mal dá para passar.

A estudante, Júlia Pires, 16 anos, quase já foi atropelada quando ia para o colégio. “É muito perigoso, tenho medo e é um empurra-empurra de pessoas. Infelizmente, é o único caminho curto que tenho para chegar ao colégio“, desabafou a estudante do ensino médio. Outra pessoa que não se conforma é Maria Aparecida Alves do Nascimento, 28 anos, moradora da Zona Portuária. “É um absurdo ter que correr perigo de vida só por causa da desorganização da Prefeitura, que tinha que arranjar um local para colocar os ambulantes. Não sou contra eles, pois são como eu, trabalhadores“, finaliza a auxiliar de serviços gerais.

A insatisfação dos populares é predominante. Eles estão indignados pela negligência da Prefeitura. A maioria dos ambulantes que ocupam as calçadas tinha lojas no antigo camelódromo, que pegou fogo no ano passado. O incêndio destruiu aproximadamente 500 lojas e deixou mais de três mil pessoas desempregadas. “Não tenho culpa alguma, apenas quero um lugar para trabalhar“, Ressalta W. Junqueira, 54 anos, ambulante há mais de dez anos. “Estamos esperando construir o mercadão para ir para lá“, conclui. Após o incêndio foi feito um cadastramento dos lojistas que irão ocupar o Mercadão da Central, que está em construção. Enquanto isso, as ruas da Central vão continuar engarrafadas de pessoas, perigosas e desrespeitosas com o cidadão.

 
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Publicado por em 18 de setembro de 2011 em Crítica

 

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